Eu sempre ouvi dizer que, aqui, eles sao preconceituosos.
Nunca me posicionei a respeito porque, mesmo falando «com sotaque» eu nunca sofri nenhuma discriminaçao. E, além do mais, faço parte da chamada «minoria visível» (todos os que nao sao caucasianos fazem parte da minoria visível. Logo, Brasileiros de olhos e/ou pele claras nao fazem parte desta «visibilidade!»)
Agora, depois de ter passado por formaçoes destinadas aos estrangeiros, aqui vai o meu ponto de vista:
O que os latinos falam de «discriminaçao» eu acredito que ela existe sim, mas é a linguística. Gente, eu participei de ateliers com médicos, engenheiros, arquitetos, farmacêuticos... todos fazendo faxina, lavando pratos, sem acesso nenhum aos serviços nos escritórios.
Mas, segundo meu ponto de vista, é porque eles falam muiiiiito mal o francês. Para quem está aqui, talvez seja mais fácil entender o que estou falando. Eles falam o francêm com a pronúncia e a entonaçao do espanhol. Aí nao dá mesmo, e eu estou super acostumada com os hispanofones, mesmo assim teve algumas vezes que eu nao entendi - impossível mesmo - o que eles estavam falando.
Entao, sendo realista, é uma pena: tanta gente tao qualificada mas que nao consegue transmitir uma mensagem.
Think about that!
Au travail,
Fernanda
PS: No próximo post, vou falar dos organismos que distribuem alimentos a preços irrisórios aqui em Montréal e redondezas.
mardi 17 novembre 2009
lundi 16 novembre 2009
Falar francês...
Bom, é com isso que todos nós deparamos ao chegar aqui, no Québec. Uns vêm fluentes, ou mais ou menos, alguns sem falar nada...
Mesmo assim, eu aconselho a todos a fazer o curso de francisaçao ou, uma vez terminado este curso, buscar outras formaçoes para melhorar. Nao dá para querer um emprego médio falando mal a língua local...
Nas formaçoes de busca de empregos (melhores empregos), eu percebo que todos sao muito bem formados, educados, cultos... mas, sinceramente, o nível de língua nao está à altura das competências profissionais. É duro, gente, às vezes dá vontade de desistir, largar tudo mas temos que ser bem sinceros conosco: nao dá para querer um salário melhor falando francês mais ou menos, pronunciando mal palavras como «voiture, un peu, joyeux»...
Eu cheguei aqui e achava que falava francês. E eu falo, mas estou sempre estudando, principalmente porque, um dia, eu me perguntei: no Brasil, você empregaria um estrangeiro diplomado, culto, que falasse «Nus vamo em a festa de la aniversarío de o Pedró?!» Logicamente, eu nao empregaria já que a minha empresa nao teria tempo nem recursos para investir linguisticamente neste profissional.
Eu dedico este post a todos os que nao acham o curso de francisaçao importante. Ele é o ponta pé para outros cursos de francês que virao,
Nao deixem de estudar a língua e, isto, nao implica perder o sotaque (eu sou a favor do sotaque pois é minha identidade cultural).
Falar bem uma língua significa falar corretamente e pronunciar bem as palavras. Uma coisa tao básica que requer um trabalho constante,
No próximo post vou expôr o meu ponto de vista ao famoso «preconceito» em terras québécoises!
Bonnes études!
Fernanda
Mesmo assim, eu aconselho a todos a fazer o curso de francisaçao ou, uma vez terminado este curso, buscar outras formaçoes para melhorar. Nao dá para querer um emprego médio falando mal a língua local...
Nas formaçoes de busca de empregos (melhores empregos), eu percebo que todos sao muito bem formados, educados, cultos... mas, sinceramente, o nível de língua nao está à altura das competências profissionais. É duro, gente, às vezes dá vontade de desistir, largar tudo mas temos que ser bem sinceros conosco: nao dá para querer um salário melhor falando francês mais ou menos, pronunciando mal palavras como «voiture, un peu, joyeux»...
Eu cheguei aqui e achava que falava francês. E eu falo, mas estou sempre estudando, principalmente porque, um dia, eu me perguntei: no Brasil, você empregaria um estrangeiro diplomado, culto, que falasse «Nus vamo em a festa de la aniversarío de o Pedró?!» Logicamente, eu nao empregaria já que a minha empresa nao teria tempo nem recursos para investir linguisticamente neste profissional.
Eu dedico este post a todos os que nao acham o curso de francisaçao importante. Ele é o ponta pé para outros cursos de francês que virao,
Nao deixem de estudar a língua e, isto, nao implica perder o sotaque (eu sou a favor do sotaque pois é minha identidade cultural).
Falar bem uma língua significa falar corretamente e pronunciar bem as palavras. Uma coisa tao básica que requer um trabalho constante,
No próximo post vou expôr o meu ponto de vista ao famoso «preconceito» em terras québécoises!
Bonnes études!
Fernanda
dimanche 15 novembre 2009
Vale a pena procurar os organismos de ajuda aos recém-chegados?
Quando cheguei aqui, comecei logo a trabalhar. Entao, eu nao tive tempo para ir procurar os organimos de ajuda à integraçao dos «nouveaux arrivants»
Agora, como nao estou mais trabalhando, comecei a frequentá-los e, confesso, me arrependi de nao ter ido antes porque:
1- Eles dao muitas dicas. E, informaçao, é essencial para quem acaba de chegar. Dicas principalmente em como conseguir emprego, como passar as entrevistas (gente, nao é fácil!)e, sobretudo, como fazer o CV nos moldes daqui.
Parece bobeira, já que todos nós já viemos com uma bagagem de CVs, somos experts no Brasil. Mas, aqui, tudo é diferente! `
Eu gostei muito, procurei o Québec Multiplus daqui de Montréal e me inscrevi no Club de Recherche d'Emploi oferecido pelo Accès Travail.
Eu nao conheço todos, nao sei se conseguirei fazer o tour por todos os organismos. Gostaria muito, também porque é neles que vemos que nao estamos sozinhos. Tem muita gente - médicos, engenheiros, executivos, etc - que está trilhando novos horizontes aqui e nos deparamos com a realidade: ela é a mesma para todo mundo!
Particularmente, aconselho a todos a mergulharem de cabeça em todas as dicas que estes organismos dao, porque um dia todos os que nos orientam também chegaram aqui, passaram pelo mesmo que estamos passando. E, sobretudo, porque eles têm as dicas. Nao as respostas, estas dependem de nós.
« A falta de informaçao pode nos custar muito caro», foi isso que um dia eu li num destes órgaos federais (nao provinciais)e, desde entao, percebi mais e mais que imigrar nao é mudar de país mas, sobretudo, de atitude!
No próximo post, falarei do curso de francisaçao e da língua.
À bientôt!
Fernanda
Agora, como nao estou mais trabalhando, comecei a frequentá-los e, confesso, me arrependi de nao ter ido antes porque:
1- Eles dao muitas dicas. E, informaçao, é essencial para quem acaba de chegar. Dicas principalmente em como conseguir emprego, como passar as entrevistas (gente, nao é fácil!)e, sobretudo, como fazer o CV nos moldes daqui.
Parece bobeira, já que todos nós já viemos com uma bagagem de CVs, somos experts no Brasil. Mas, aqui, tudo é diferente! `
Eu gostei muito, procurei o Québec Multiplus daqui de Montréal e me inscrevi no Club de Recherche d'Emploi oferecido pelo Accès Travail.
Eu nao conheço todos, nao sei se conseguirei fazer o tour por todos os organismos. Gostaria muito, também porque é neles que vemos que nao estamos sozinhos. Tem muita gente - médicos, engenheiros, executivos, etc - que está trilhando novos horizontes aqui e nos deparamos com a realidade: ela é a mesma para todo mundo!
Particularmente, aconselho a todos a mergulharem de cabeça em todas as dicas que estes organismos dao, porque um dia todos os que nos orientam também chegaram aqui, passaram pelo mesmo que estamos passando. E, sobretudo, porque eles têm as dicas. Nao as respostas, estas dependem de nós.
« A falta de informaçao pode nos custar muito caro», foi isso que um dia eu li num destes órgaos federais (nao provinciais)e, desde entao, percebi mais e mais que imigrar nao é mudar de país mas, sobretudo, de atitude!
No próximo post, falarei do curso de francisaçao e da língua.
À bientôt!
Fernanda
samedi 14 novembre 2009
Equivalence d'études - Equivalência de estudos - Québec
Qual a finalidade da equivalência de estudos?!
Para mim, é o ponta pé para minha integraçao aqui no Québec porque, pouco importa de qual universidade você saiu, vai sempre precisar da equivalência para se inscrever num curso, numa formaçao.
Eu sei que a maioria dos brasileiros que chega aqui vêm com nível universitário mas, nao adianta querer dar murro em ponta de faca, todos temos que ter a equivalência de estudos pouco importa a faculdade/universidade frequentada. Aqui, GV, USP, UFSC, etc nao significada nada (é duro no começo, mas nao podemos reclamar porque temos a opçao da Equivalence d'Études!)
Custa caro?
Sim: temos que fazer as traduçoes juramentadas aqui na província do Québec. Se já forem traduzidos em inglês ou francês, estas traduçoes têm que ser reconhecidas por um tradutor juramentado daqui.
E, todas as cópias, têm que ser também oficiais, ou seja, elas devem ser feitas aqui.
No final, dependendo da quantidade de diplomas e dos anexos (históricos escolares, etc), vai sim sair um pouco caro.
Vamos, entao, às opçoes:
1- As traduçoes: elas têm que ser feitas por um membro da OTIAC, que é o órgao oficial dos tradutores juramentados da província. Outra opçao, é ir atrás dos serviços «d'accueil» e verificar qual deles pode fazer as traduçoes. Normalmente, os preços sao simbólicos.
2- Cópias xerox juramentadas. Tem que perguntar aos services «d'accueil» se há a possibilidade de fazê-las; normalmente ou é de graça ou eles cobram um valor simbólico.
Outra opçao é também correr atrás dos órgaos provinciais que sao destinados aos imigrantes. Lá, é possível obter as cópias juramentadas sem pagar nada.
3- Há também a possibilidade de procurar o CLE (Centre Local d'Emploi): tem que marcar um rdv com um «agent» e verificar se o CLE pode arcar com as despesas da Equivalence d'Études.Neste caso, eles vao se encarregar de tudo: traduçao, copias juramentadas e o pagamento da taxa.
Como eu ignorava esta última opçao, eu fiz os passos 1 e 2.
Me disseram que, se guardarmos o recibo, podemos tentar ser reembolsados. Cada caso é um caso e nao custa nada perguntar, nao é mesmo?!
Eu sei, eu sei... ninguém está muito animado para voltar aos bancos escolares mas, dependendo da área, vai ter que voltar sim a estudar. Ou fazer uma especializaçao, uma pós ou mudar totalmente de carreira... Mas, para isso, sem a Equivalence é como querer entrar nos EUA sem o visto.
Bom, por hoje é só, o próximo post eu vou falar mais sobre os «services d'accueil»
Para mim, é o ponta pé para minha integraçao aqui no Québec porque, pouco importa de qual universidade você saiu, vai sempre precisar da equivalência para se inscrever num curso, numa formaçao.
Eu sei que a maioria dos brasileiros que chega aqui vêm com nível universitário mas, nao adianta querer dar murro em ponta de faca, todos temos que ter a equivalência de estudos pouco importa a faculdade/universidade frequentada. Aqui, GV, USP, UFSC, etc nao significada nada (é duro no começo, mas nao podemos reclamar porque temos a opçao da Equivalence d'Études!)
Custa caro?
Sim: temos que fazer as traduçoes juramentadas aqui na província do Québec. Se já forem traduzidos em inglês ou francês, estas traduçoes têm que ser reconhecidas por um tradutor juramentado daqui.
E, todas as cópias, têm que ser também oficiais, ou seja, elas devem ser feitas aqui.
No final, dependendo da quantidade de diplomas e dos anexos (históricos escolares, etc), vai sim sair um pouco caro.
Vamos, entao, às opçoes:
1- As traduçoes: elas têm que ser feitas por um membro da OTIAC, que é o órgao oficial dos tradutores juramentados da província. Outra opçao, é ir atrás dos serviços «d'accueil» e verificar qual deles pode fazer as traduçoes. Normalmente, os preços sao simbólicos.
2- Cópias xerox juramentadas. Tem que perguntar aos services «d'accueil» se há a possibilidade de fazê-las; normalmente ou é de graça ou eles cobram um valor simbólico.
Outra opçao é também correr atrás dos órgaos provinciais que sao destinados aos imigrantes. Lá, é possível obter as cópias juramentadas sem pagar nada.
3- Há também a possibilidade de procurar o CLE (Centre Local d'Emploi): tem que marcar um rdv com um «agent» e verificar se o CLE pode arcar com as despesas da Equivalence d'Études.Neste caso, eles vao se encarregar de tudo: traduçao, copias juramentadas e o pagamento da taxa.
Como eu ignorava esta última opçao, eu fiz os passos 1 e 2.
Me disseram que, se guardarmos o recibo, podemos tentar ser reembolsados. Cada caso é um caso e nao custa nada perguntar, nao é mesmo?!
Eu sei, eu sei... ninguém está muito animado para voltar aos bancos escolares mas, dependendo da área, vai ter que voltar sim a estudar. Ou fazer uma especializaçao, uma pós ou mudar totalmente de carreira... Mas, para isso, sem a Equivalence é como querer entrar nos EUA sem o visto.
Bom, por hoje é só, o próximo post eu vou falar mais sobre os «services d'accueil»
vendredi 13 novembre 2009
Primeira mensagem depois de quase dois anos!
Oi gente,
Percebi que todos criam o blog quando começam o processo de imigraçao para o Québec e, depois, as notícias vao rareando, diminuindo e o entusiasmo que nos levou a chegar até aqui acaba desaparecendo quase que por completo.
Talvez as dificuldades vao se diluindo no cotidiano, as desilusoes chegando, o desânimo...
Nao acho que seja somente isso, mas existe. E, como no começo tudo é novo e desconhecido, para nós é como se fosse ter um bilhete de loteria em maos sem a sensaçao de poder pegar (e desfrutar) do prêmio.
Entao, este blog é para falar das dificuldades porque elas vao aparecer. E eu percebi que, sem a informaçao, andamos em círculos, nos desmotivamos.
Vamos deixar de pensar no que ficou para trás e tentar enfrentar as dificuldades se nosso maior desejo é de ficar por aqui. Tem também a opçao de voltar, a qual também acho muito válida mas cada um com seu ponto de vista :-P
Eu decidi vim para ficar, volto para o Brasil nas férias (embora ainda nao tenha voltado à terrinha...) mas, no meu caso, o meu lugar é aqui.
Tem dificuldades? Sim.
Tem soluçao? Eu encontro.
Entao, eis a razao do meu blog: compartilhar com vocês como eu me viro, já que percebi que demorarei entre 3 a 5 anos para voltar à minha profissao,
Gostaria também que ninguém tomasse minhas palavras como profecias... eu acho muito válido se aproveitássemos este espaço para trocarmos idéias e DICAS. Nao precisa ter vergonha e nem medo nao, vou deixar este espaço totalmente aberto para que todos possam se manifestar livremente.
Conto com a participaçao de todos vocês!
Até o próximo post,
Fernanda
Inscription à :
Articles (Atom)
